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PF em Ação: Operação Roque Cerca Advogados Suspeitos de Integrar Núcleo do Comando Vermelho em Manaus

Manaus, AM – A Polícia Federal (PF), por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Amazonas (FICCO-AM), está nas ruas de Manaus nesta manhã de quinta-feira executando a Operação Roque, uma ação de grande impacto que tem como alvo o núcleo jurídico da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

O objetivo central da operação em curso é a desarticulação de uma estrutura que, segundo as investigações, utiliza as prerrogativas da advocacia para manter a hierarquia e as atividades ilícitas do CV, agindo como elo de comunicação e logística.

A Justiça Federal expediu quatro mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Neste momento, agentes da PF e da FICCO-AM concentram-se no cumprimento dos mandados de busca, vasculhando endereços residenciais e um escritório de advocacia em busca de provas cruciais, como documentos, eletrônicos, mídias digitais e valores em espécie.

Alvos de Prisão sob Busca Ativa

Ainda em andamento, a operação mira cinco advogados, cujos mandados de prisão preventiva são cumpridos ativamente. Os alvos são:

  • Janai de Souza Almeida
  • Alison Joffer Tavares Canto de Amorin
  • Ramyde Washington Abel Caldeira Doce Cardozo
  • Gerdeson Zuriel de Oliveira Menezes

O escritório de Ramyde Caldeira Doce Cardozo também é alvo de mandado de busca e apreensão, onde se espera encontrar material que comprove o uso da estrutura legal para fins criminosos.

O Papel dos Advogados na Logística da Facção

As apurações prévias da Operação Roque revelaram detalhes de um sofisticado modus operandi onde a função de defesa seria apenas uma camuflagem. Os advogados são suspeitos de atuar diretamente na coordenação do crime organizado:

  1. Replicadores de Comando: Eles seriam os responsáveis por levar ordens, bilhetes e deliberações estratégicas de líderes presos para membros soltos, garantindo que o Comando Vermelho continuasse a se organizar e agir, burlando a segurança prisional.
  2. Gestão Financeira e Logística: Os investigados estariam envolvidos em facilitar o repasse de dinheiro ilegal e, mais grave, na logística de transporte de drogas na rota que interliga a Colômbia ao estado do Amazonas.
  3. Orientação de Foragidos: A PF identificou que a estrutura recebia orientações de um traficante notório conhecido como “Alan do Índio”, um foragido no Rio de Janeiro, evidenciando a conexão direta e operacional entre a facção no Sudeste e sua filial na Amazônia.

A ação de hoje busca, primariamente, apreender todo o material que sustenta essas atividades, como veículos, pistolas e equipamentos eletrônicos, antes de concretizar as prisões. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) acompanha o cumprimento dos mandados para assegurar as garantias e prerrogativas da profissão, em meio a essa grave investigação sobre a cumplicidade com o crime organizado. A expectativa é que, com a conclusão das buscas e apreensões, os quatro mandados de prisão preventiva sejam efetivamente cumpridos nas próximas horas.

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