A Polícia Federal destruiu 63.915 pés de maconha durante a Operação Carcará, realizada entre os dias 28 e 31 de julho, na Terra Indígena do Alto Rio Guamá (Tiarg), no nordeste do Pará.
As plantações estavam espalhadas por regiões de mata fechada e de difícil acesso, o que exigiu o emprego de helicópteros para transportar os agentes até os locais onde a droga era cultivada.
Qual era o potencial de produção da droga?
Peritos criminais federais acompanharam toda a operação e realizaram a coleta de amostras para análise técnica. Após o levantamento, a Polícia Federal estimou que os pés de maconha destruídos poderiam render mais de 20 toneladas de entorpecentes, caso chegassem à fase de colheita.
As roças foram encontradas em áreas localizadas entre os municípios de Nova Esperança do Piriá, Cachoeira do Piriá, Garrafão do Norte e Capitão Poço.
Indígenas são investigados?
Segundo a Polícia Federal, as áreas onde os cultivos foram encontrados não são ocupadas por comunidades indígenas. De acordo com as investigações, os povos originários que vivem na Terra Indígena do Alto Rio Guamá residem em outras regiões da reserva.
Até o momento, a corporação informou que não existem indícios de participação de indígenas no plantio da droga. As investigações continuam para identificar os responsáveis pela lavoura ilegal.
Operação já retirou milhares de pés de maconha da região
A Operação Carcará é realizada periodicamente pela Polícia Federal para combater o cultivo de maconha no estado do Pará.
Em 2025, a mesma ação resultou na destruição de aproximadamente 120 mil pés de maconha, encontrados em 15 plantações clandestinas dentro da mesma terra indígena, reforçando o monitoramento da região contra organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas.



