O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a investigação sobre os eventos adversos registrados após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan será conduzida “o mais rápido possível”, mas ressaltou que não há prazo definido para a conclusão da análise. A prioridade, segundo ele, é garantir a segurança da população antes de qualquer decisão sobre a retomada da vacinação.
A declaração foi feita após o Ministério da Saúde suspender temporariamente a estratégia de vacinação com o imunizante, depois do registro de 42 casos de reações adversas consideradas mais severas, incluindo três ocorrências graves e dois óbitos que ainda estão sob investigação. Até o momento, as autoridades afirmam que não há comprovação de que as mortes tenham sido causadas pela vacina.
Segundo Padilha, a suspensão segue protocolos internacionais de farmacovigilância e tem caráter preventivo. O objetivo é permitir que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan investiguem detalhadamente os casos, analisando fatores de risco, histórico clínico dos pacientes e outras possíveis causas para os eventos registrados.
O ministro reforçou que a interrupção temporária não invalida a eficácia do imunizante, que apresentou bons resultados nos estudos clínicos, e destacou a confiança do governo na capacidade técnica do Instituto Butantan. Enquanto as investigações seguem, as doses já distribuídas permanecerão armazenadas, e a vacina japonesa Qdenga, utilizada pelo SUS, continua sendo aplicada normalmente.



