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MORTES, DENÚNCIAS E ABANDONO: GESTÃO TOCO SANTANA PODE VIRAR ALVO DO MP, TCE-AM E POLÍCIA FEDERAL

O colapso no sistema de saúde do município de Borba ultrapassou todos os limites da crise administrativa e já assume contornos de possível escândalo institucional.

O que se vê é um cenário de abandono, desorganização e falta de comando, que, segundo moradores e lideranças locais, reflete diretamente a irresponsabilidade e a falta de credibilidade da gestão do prefeito Toco Santana para conduzir o município.

Diante das sucessivas denúncias, mortes, falhas graves na regulação de pacientes e suspeitas de negligência, cresce a pressão popular para que o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e até a Polícia Federal abram investigações sobre a condução da atual administração.

A realidade enfrentada pela população é alarmante: faltam médicos, faltam medicamentos, faltam insumos básicos e falta estrutura mínima para atender casos de urgência e emergência.

Para moradores, esse cenário é consequência direta da incapacidade administrativa do prefeito Toco Santana, que após mais de um ano de gestão não conseguiu apresentar soluções concretas para um problema tão essencial.

Paralelamente, servidores relatam ausência de treinamento adequado para operar o sistema SISTER, responsável pela regulação de pacientes e solicitação de transferência aérea em UTI.

Erros frequentes na alimentação do sistema estariam classificando pacientes graves como “estáveis”, impedindo a liberação do voo UTI e retardando socorros que poderiam salvar vidas. Para especialistas, esse tipo de falha evidencia desorganização interna, falta de planejamento e ausência de liderança, fatores que recaem diretamente sobre a gestão municipal.

Na prática, essa cadeia de erros administrativos e de gestão tem resultado em consequências fatais. Borba já registra mortes que, segundo familiares e moradores, poderiam ter sido evitadas. Entre os casos lembrados pela população estão o senhor conhecido como “Perique” e a jovem Vitória.

Atualmente, duas pessoas lutam pela vida e só conseguiram transferência para Manaus após forte pressão de familiares e mobilização social — o que reforça a percepção de que o socorro só acontece quando há cobrança pública, e não por eficiência da gestão do prefeito Toco Santana.

Embora o Governo do Estado disponha de apenas uma aeronave de UTI aérea para atender todos os municípios do Amazonas, especialistas e lideranças locais afirmam que isso não isenta Borba de cumprir sua parte. Classificar corretamente os pacientes, preencher protocolos técnicos e agir com rapidez são obrigações da prefeitura.

Quando isso não ocorre, o problema deixa de ser estrutural e passa a ser falha grave de gestão.
Além da crise assistencial, surgem questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos destinados à saúde.

Moradores cobram transparência em contratos, compras de medicamentos, folha de pagamento, escalas médicas, gastos com combustível, logística e manutenção das unidades de saúde. Essas dúvidas aumentam ainda mais a desconfiança sobre a credibilidade administrativa do prefeito Toco Santana.

Outro ponto que revolta a população é a postura da Câmara Municipal. Vereadores, que têm a obrigação legal de fiscalizar o Executivo, são acusados de omissão diante do caos instalado. Para muitos moradores, a falta de posicionamento firme do Legislativo contribui diretamente para que os problemas se perpetuem sem solução.

Diante desse cenário, juristas avaliam que, se confirmadas as denúncias, podem existir indícios de improbidade administrativa, omissão dolosa, má gestão de recursos públicos e até crimes contra a administração pública — o que justificaria a atuação conjunta do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado e da Polícia Federal.

Enquanto a população enfrenta filas, falta de atendimento e medo de adoecer, a imagem que se projeta da administração municipal, segundo denúncias populares, contrasta com a realidade vivida pelo povo, com relatos de viagens constantes, participação em eventos e gastos considerados incompatíveis com um município que vive colapso em serviços essenciais.

Borba pede socorro.
Borba exige investigação.
Borba cobra responsabilização.

Porque quando a saúde pública entra em colapso, a culpa não é do acaso. A culpa tem endereço, tem comando e tem responsáveis.

E a população quer saber: até quando o prefeito Toco Santana e os vereadores vão permanecer em silêncio diante de tantas vidas perdidas?

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