O senador Plínio Valério (PSDB-AM) intensificou sua crítica às operações da Polícia Federal (PF) contra o garimpo ilegal no Amazonas, classificando o aval do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o uso de explosivos no combate à atividade como uma “atrocidade” e um desrespeito à população ribeirinha.
O parlamentar amazonense tem sido uma voz ativa na denúncia de que a forma como as operações são conduzidas na Amazônia, especialmente no Rio Madeira, tem causado mais danos do que benefícios. Valério alega que a destruição de balsas por explosivos não só ignora o caráter artesanal da atividade de muitas famílias, mas também gera “crimes ambientais” por parte dos agentes públicos. Ele aponta o despejo de óleo diesel e a dispersão de resíduos no leito dos rios como consequências diretas, afetando a fauna aquática e a subsistência de pescadores e comunidades locais.
O ponto central da controvérsia reside na desproporcionalidade das ações. Plínio Valério argumenta que muitas das embarcações destruídas serviam, de fato, como moradia para as famílias de baixa renda envolvidas no extrativismo, não apenas como equipamento industrial de alta extração. O senador chegou a defender a realização de uma diligência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado a municípios como Humaitá e Manicoré para verificar as denúncias de violação de direitos e uso excessivo da força, incluindo relatos de gás lacrimogêneo em áreas próximas a escolas.
O senador defende a necessidade de legalização da atividade para os extrativistas de pequena escala, argumentando que a repressão indiscriminada ignora a dimensão social do problema na região.
Gostaria de saber mais sobre as diligências que o Senado realizou na região do Rio Madeira ou sobre a posição oficial da Polícia Federal (PF) a respeito das críticas?



