Just Another WordPress Site Fresh Articles Every Day Your Daily Source of Fresh Articles Created By Royal Addons

Nada Escapa do Nosso Radar!
Envie Sua Denúncia

Popular Posts

Tudo Sobre o Norte

O Radar Crítico é feito por quem vive o Amazonas. Se algo precisa precisa de luz, conte com gente. Nosso compromisso é com a verdade e com você.

Categorias

Edit Template

Contratos sem licitação e inconsistências financeiras marcam gestão em Anamã

Uma análise dos contratos firmados em 2025 pela Prefeitura de Anamã aponta um cenário de ampla utilização de mecanismos como dispensa de licitação, inexigibilidade e adesão a atas de registro de preços de outros municípios. Ao todo, R$ 22,8 milhões foram empenhados nessas modalidades, o que representa 32,66% dos cerca de R$ 70 milhões em contratos registrados no período.

As informações constam nos demonstrativos enviados ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, dentro do processo nº 13.991/2026.

Justificativas incluem emergências e serviços técnicos
De acordo com os documentos, a prefeitura justificou o uso recorrente dessas modalidades com base em decretos de emergência e na contratação de serviços considerados técnicos e especializados. O padrão, segundo a análise, segue estratégias já adotadas em gestões anteriores.

A atual prefeita, Kátia Dantas, foi eleita em 2024 após uma disputa apertada contra Jéssica Conegundes, aliada do ex-prefeito Chico do Belo.

Dispensas e contratos diretos concentram maior volume
O levantamento aponta que mais de R$ 15,6 milhões foram destinados a contratações por dispensa e inexigibilidade. Entre os maiores contratos está o firmado com a empresa Delta Comércio de Produtos Alimentícios, no valor de R$ 2,9 milhões, justificado por situação emergencial relacionada à cheia.

Outros contratos relevantes incluem valores próximos de R$ 1 milhão para fornecimento de combustíveis e serviços diversos, além de mais de R$ 1 milhão destinados a serviços de assessoria jurídica e contábil por meio de inexigibilidade.

Adesões a atas somam R$ 7,2 milhões
Além das contratações diretas, a prefeitura utilizou cerca de R$ 7,2 milhões em adesões a atas de registro de preços de outros municípios, prática conhecida como “carona”. Nesse modelo, o município adere a licitações realizadas por outras cidades, como Autazes e Tapauá, sem abrir novo processo competitivo.

Entre os principais gastos nessa modalidade estão aquisições de materiais escolares, serviços de vigilância e materiais de pintura.

Diferença milionária levanta questionamentos
Apesar do volume de contratações, os dados indicam uma possível inconsistência financeira. Enquanto foram formalizados mais de R$ 70 milhões em contratos, o orçamento disponível, após o pagamento da folha de pessoal, indicaria cerca de R$ 61,2 milhões para demais despesas.

Na prática, há uma diferença aproximada de R$ 8,82 milhões entre os valores contratados e a capacidade de execução financeira, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio das contas públicas.

Contas serão analisadas pelo TCE-AM
Mesmo diante dos números, o parecer do controlador-geral do município, Edmilson Bruno Granjeiro de Oliveira, opinou pela aprovação das contas, alegando conformidade com a Lei nº 14.133/2021.

Agora, a prestação de contas segue para análise no TCE-AM, sob relatoria do conselheiro Mário Mello, com auditoria da Diretoria de Controle Externo da Administração dos Municípios do Interior (DICAMI).

Fonte: Portal AM POST

Compartilhar Artigo:

Edit Template

© 2025 Created with Royal Elementor Addons