A parcela de brasileiros que afirma estar muito endividada voltou ao mesmo nível registrado antes da criação do Desenrola Brasil, segundo pesquisa Genial/Quaest. O resultado mostra que o problema das dívidas continua pesando sobre o orçamento das famílias, mesmo após programas de renegociação e medidas para facilitar o pagamento de débitos.
Segundo o levantamento, 29% dos entrevistados afirmam ter muitas dívidas. Outros 43% dizem possuir poucas, enquanto 28% declaram não ter nenhum tipo de dívida. Com isso, 72% dos brasileiros ouvidos afirmam ter algum nível de endividamento.
O cenário ocorre mesmo após o Desenrola Brasil, criado em 2023 para permitir a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas. Em 2026, o governo também colocou em prática uma nova etapa do programa, ampliando as possibilidades de renegociação para diferentes grupos de consumidores.
O alto custo do crédito é apontado como um dos fatores que dificultam a recuperação financeira das famílias. Juros elevados encarecem empréstimos, financiamentos e parcelamentos, enquanto o comprometimento da renda com prestações reduz a capacidade dos consumidores de quitar débitos e evitar novas dívidas.
Os dados mostram que a renegociação pode aliviar temporariamente a situação financeira, mas não resolve sozinha o problema do endividamento. Para milhões de brasileiros, o desafio continua sendo equilibrar renda, despesas, crédito e pagamento das dívidas em um cenário de custo financeiro elevado.
