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Patroa presa por agredir doméstica grávida no Maranhão pode responder por tortura e lesão gravíssima

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, presa preventivamente por agredir uma empregada doméstica grávida no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís (MA), poderá responder pelos crimes de tortura e lesão corporal gravíssima, segundo a Polícia Civil do Maranhão.

De acordo com o delegado Walter Wanderley, responsável pelo caso na 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, a investigação aponta que a vítima, Samara Regina, de 19 anos e grávida de seis meses, sofreu agressões físicas e psicológicas que colocaram em risco a gestação.

As investigações ainda estão em fase inicial, mas a polícia já ouviu a vítima e a patroa envolvida no caso.

Segundo as apurações, o episódio ocorreu no dia 17 de abril, dentro da residência da empresária. Samara teria sido acusada de furtar um anel. Conforme o relato da vítima, ela foi obrigada a se ajoelhar enquanto sofria agressões físicas praticadas por Carolina e pelo policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como participante das agressões.

A jovem relatou que recebeu tapas, coronhadas e foi arrastada pelos cabelos dentro da residência. Após conseguir fugir do local, pediu ajuda na casa de uma vizinha.

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

Samara havia aceitado trabalhar por um mês na residência para conseguir dinheiro para montar o enxoval do bebê.

Nesta sexta-feira (8), o Tribunal de Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela, que foi transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina de São Luís. A Justiça também decidiu manter a prisão preventiva do policial militar investigado.

Hematomas das agressões sofridas por Samara

No Brasil, o crime de tortura é considerado inafiançável e equiparado a crime hediondo, conforme prevê a Constituição Federal e a Lei nº 9.455/1997. A pena pode variar de dois a oito anos de prisão, podendo ser aumentada em situações agravantes.

Além da investigação atual, Carolina já possui condenações anteriores na Justiça do Maranhão. Em 2024, ela foi condenada pelo crime de calúnia após acusar uma ex-funcionária de furtar uma pulseira de ouro sem apresentar provas.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a empresária fez acusações baseadas apenas em suspeitas e determinou pena de seis meses de detenção, convertida em prestação de serviços comunitários, além do pagamento de R$ 4 mil por danos morais.

Segundo informações divulgadas anteriormente, a empresária também já foi condenada por fraudes e prejuízos financeiros causados à própria irmã em uma escola de natação.

Fonte: Portal ZACARIAS

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