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“Pastor” aliado de Maria do Carmo é um dos foragidos que integra grupo criminoso que desviou R$ 75 milhões com pirâmide financeira

Manaus – Um esquema de pirâmide financeira que deixou um rastro de R$ 75 milhões em prejuízos foi desarticulado nesta terça-feira (24) pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), durante a Operação Negócio Turvo. Entre os três foragidos procurados pela Justiça está Anderson Ricardo Lima dos Santos, conhecido nas redes sociais como “Anderson Bandeira”, uma figura que se apresenta com perfil religioso e que possui ligações políticas recentes. Este caso faz parte da operação deflagrada ontem (24/02) contra o esquema de consórcios e desvios milionários em Manaus, que bateu na porta da empresa G.A Veículos.

Com mais de 14 mil seguidores e o lema “Eu vi o futuro e decidi viver nele”, Anderson Bandeira aparece em vídeos nas suas redes sociais atuando como “pastor” e 1º pré-candidato a deputado estudual revelado para 2026 durante um comício do PL-AM. Nas imagens, ele ora pela pré-candidata ao Governo, Maria do Carmo, ao lado do presidente do PL Amazonas, Alfredo Nascimento, evidenciando sua inserção em círculos políticos locais que se dizem “conservadores”.

Como funcionava o golpe milionário Segundo o delegado Leonardo Marinho, titular do 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a organização criminosa possuía atuação interestadual e um alvo muito bem definido: servidores públicos.

A quadrilha utilizava portais da transparência para captar dados de funcionários públicos, aproveitando-se da facilidade que essa classe possui para obter empréstimos consignados. O modus operandi funcionava da seguinte forma:

Falsa Promessa: A empresa convencia as vítimas a realizarem grandes empréstimos bancários e transferirem os valores para a organização.

A Isca: O acordo previa que a empresa pagaria as parcelas mensais do empréstimo da vítima e ainda repassaria um “lucro” adicional garantido.

O Calote: Após pagar as primeiras parcelas para ganhar a confiança e atrair novos investidores (característica clássica de pirâmide financeira), os repasses eram interrompidos, deixando as vítimas com dívidas gigantescas junto aos bancos.

A experiência criminosa do grupo não era nova; parte dos investigados já havia trabalhado em outra empresa que aplicava golpes com o mesmo formato.

O saldo da Operação Negócio Turvo

A ação policial ocorreu em vários bairros de Manaus, incluindo um condomínio de luxo no Parque 10 de Novembro, e contou com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ). O saldo da operação inclui:

12 mandados de busca e apreensão cumpridos.

Apreensão de bens: Cerca de 30 veículos, que foram encaminhados à Delegacia Geral (DG), além de arma de fogo, munições, notebooks e documentos.

Indiciamentos: Os envolvidos responderão por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e organização criminosa.

Presos e Foragidos

A polícia conseguiu efetuar a prisão de oito membros da quadrilha, mas os líderes e articuladores, incluindo o falso pastor, continuam foragidos.

Presos durante a operação:

Adrião Severiano Nunes Junior

Bruno Muniz Rodrigues

Carla Castro da Silva

abriel Azevedo da Fonseca

João Pedro Guimarães de Araujo

Raquel Souza da Silva

Tayana Graça da Silva Ale

Tony Philip Ferreira da Silva

Procurados (Foragidos):

Anderson Ricardo Lima dos Santos (vulgo Anderson Bandeira)

Carlos Augusto da Silva Freitas

Emanuelle Rosa Ramos dos Santos

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